BARAS DE ZIMBRO
Gin não é gin sem bagas de zimbro. E isso é literal: a definição legal da bebida exige que ela seja aromatizada com bagas de zimbro. No entanto, não há nenhuma estipulação sobre a intensidade do sabor. Isso significa que, em alguns gins, as notas de zimbro são intensas e marcantes, enquanto em outros, o zimbro permanece em segundo plano, permitindo que outros botânicos brilhem.
As bagas de zimbro provêm da árvore de zimbro, uma planta conífera nativa da Europa, Ásia e América do Norte. Como resultado, seu sabor é resinoso, com um toque frutado e picante, conferindo ao gin um sabor distintamente fresco e refrescante.
SEMENTES DE COENTRO
Frequentemente consideradas o segundo botânico mais importante no gin, as sementes de coentro são derivadas da planta de coentro, nativa de regiões que se estendem do sul da Europa ao sudoeste da Ásia.
Enquanto as folhas frescas de coentro têm um sabor característico, as sementes trazem algo bem diferente ao gin. Elas contribuem com notas cítricas, picantes e levemente apimentadas, adicionando brilho e complexidade que complementam o zimbro de forma primorosa.
CÍTRICOS
As frutas cítricas são um dos sabores mais marcantes frequentemente encontrados no gin. Essas frutas — incluindo limão, lima, laranja e toranja — introduzem frescor e notas cítricas e vibrantes que adicionam um toque agradável e equilibram os demais elementos botânicos da bebida.
Utilizamos casca de limão siciliano e casca de laranja-sevilha em nosso London Dry Gin para criar notas cítricas intensas que harmonizam perfeitamente com a base marcante de zimbro.
RAIZ DE ANÉLICA
A raiz de angélica é um ingrediente importante na produção de gin, pois atua como um agente aglutinante, ajudando a harmonizar os sabores de outros botânicos.
Ela adiciona nuances terrosas e herbáceas ao gin, contribuindo para o seu equilíbrio geral. A raiz de angélica é obtida da planta Angelica archangelica, encontrada principalmente no norte da Europa e na Ásia.
RAIZ DE ORRIS
A raiz de orris possui um aroma perfumado, floral e levemente amadeirado. Ela serve como fixador, unindo os sabores e aromas de outros botânicos, ao mesmo tempo que confere uma delicada nota floral ao gin.
A raiz de íris provém da planta íris, particularmente da Iris germanica e da Iris pallida, nativas da Europa e da Ásia Ocidental. Para a produção de gin, as plantas são colhidas com três a quatro anos de idade e armazenadas por até três anos para que os sabores se desenvolvam. Antes de ser utilizada, a raiz de íris deve ser moída até virar pó, pois é muito dura.
ESPECIARIAS E BOTÂNICOS AQUECIDOS
As especiarias são frequentemente usadas para adicionar calor, profundidade e complexidade ao gin.
PIMENTA-DO-REINO PRETA
A pimenta-do-reino preta é uma trepadeira florida nativa do sul da Índia, porém, atualmente é cultivada em diversas regiões tropicais ao redor do mundo. A maioria de nós conhece o sabor da pimenta-do-reino preta moída na hora, pois é um dos ingredientes mais comuns usados para temperar pratos salgados. No caso do gin, a pimenta-do-reino preta adiciona um toque sutil de picância e calor que complementa outros botânicos, proporcionando um toque final picante.
CARDAMOMO
A vagem de cardamomo é uma especiaria proveniente de plantas dos gêneros Elettaria e Amomum, nativas da Índia, Nepal e Butão. As vagens, que podem ser verdes ou pretas, contêm muitas sementes pequenas e pretas. O cardamomo verde tem um sabor mais adocicado e suave de eucalipto, sendo mais comumente usado na produção de gim, enquanto o cardamomo preto confere notas mais defumadas e mentoladas. O cardamomo também adiciona profundidade e calor à bebida.
CANELA OU CÁSSIA
A canela é extraída da casca interna das árvores do gênero Cinnamomum, enquanto a cássia provém de espécies relacionadas. A canela é nativa do Sri Lanka, enquanto a cássia é proveniente principalmente da China e da Indonésia. Tanto a canela quanto a cássia conferem ao gim sabores quentes, doces e picantes, que lembram os encontrados em pãezinhos de canela recém-assados. Elas adicionam riqueza e complexidade à bebida, realçando seu aroma e sabor.
BOTÂNICOS DOCES E AROMÁTICOS
AMÊNDOA
As amêndoas podem ser doces ou amargas. Ambas são usadas no gin, mas precisam ser moídas antes do uso para liberar os óleos essenciais, que são fundamentais para o sabor. A amêndoa adiciona um toque sutil de nozes e doçura ao gin, que lembra o marzipã.
ALCAÇUZ
A raiz de alcaçuz vem da planta Glycyrrhiza glabra, cultivada principalmente em regiões da Ásia e do sul da Europa. A raiz de alcaçuz contribui com um sabor doce, terroso e levemente picante ao gin. Também pode adicionar um toque sutil de aroma de anis, o que agrega ainda mais charme. É comumente usada na produção do gin Old Tom, conhecido por sua doçura em comparação com outros tipos de gin.
NOZ-MOSCADA
A noz-moscada é a semente da árvore de noz-moscada, nativa das Ilhas Banda, na Indonésia. É outra especiaria que contribui para o gin com sabores quentes de nozes, doces e terrosos, além de um aroma marcante.
INGREDIENTES FLORAIS
LAVANDA
Os sabores florais podem criar perfis interessantes para o gin. A lavanda, conhecida por seus botões roxos e pertencente à família da menta, confere um aroma floral e herbáceo ao gin, com delicadas notas de doçura. É um aroma potente, por isso tende a ser usada com moderação para equilibrar sabores cítricos intensos ou botânicos apimentados.
CHÁ
Muitos apreciamos um bom chá pela manhã, mas quando o chá é usado no gin, proporciona uma experiência completamente diferente daquela obtida com água quente e leite. O sabor que ele confere depende do tipo de chá utilizado (verde ou preto), mas, em geral, o chá adiciona um amargor sutil, notas florais e adstringência ao gin.
FRUTAS
Diversas frutas podem ser utilizadas na produção de gin, incluindo frutas vermelhas, maçãs, peras e frutas tropicais, dependendo do perfil desejado.